quinta-feira, 4 de julho de 2019

Somos Cartas seladas pelo Senhor "O Espirito"




                                                      Ministério do Espirito


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                                                                  2 Coríntios 3.

CAPÍTULO 3
1  PORVENTURA começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós?
2  Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.
3  Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.
4  E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;
5  Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,
6  O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.
7  E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória,
8  Como não será de maior glória o ministério do Espírito?...
Queria falar um pouco de sermos considerados cartas de Cristo.
Antigamente, na época dos feudos, demorava-se muito a chegada de uma correspondência, devido ausência de estradas pavimentadas, geralmente as correspondências eram feitas via cavalos, carruagens, pombos correios. depois com a chegada das embarcações, através de barcos ou navios. Os reis e Senhores donos de terra quando enviava uma carta selava com seu anel. Isso mesmo, o anel do rei era como um carimbo. Quando chegava aquela correspondência com selo real, sabia-se que era algo de extrema importância.
Paulo diz nessa carta que nós não precisamos recomendar ninguém e nem ser recomendado, porque somos carta de cristo. Isso nos lembra que somos selados pelo Espirito Santo, então onde chagarmos, quando pronunciarmos qualquer coisa, temos que ter muito cuidado, pois o seu conteúdo que vai dizer quem você é.  

Vamos ler em Jeremias 33
31  Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32  Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.
33  Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
34  E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.
Então, vamos entender algo aqui. Quando recebemos a Jesus, o Espirito Santo vem morar dentro de nós, certo? O que você acha que o Espirito Santo fica fazendo dentro de nós? Tomando limonada com óculos de sol... Não!. Ele está fazendo uma obra dentro de nós.
A palavra diz que ele começou uma obra em nós( Fil 1:6). edifício Santo( 1Pe 2:5). Esta obra começa quando recebemos Jesus como Salvador. Ele vem fazer morada eterna em nós. Essa obra pára? Sim pára, quando nós nos afastamos da presença dele, e rejeitamos o seu proposito em nossas vidas. Ele te selou, me selou na cruz. Ele carimbou esta carta viva que somos nós. quando chegamos em algum lugar esta carta tem que ser lida por todos, pois já fomos reconhecidos por nossos líderes (Pai, Filho e Espirito), por isso fomos enviados. Quando uma pessoa lê a carta que somos nós? quando damos bom testemunho. Temos que testemunhar Jesus em nós como agente transformador. Enquanto não dermos bom testemunho, não chegamos ao testemunho de carta lida e recomendada pelo Espirito Santo(Ef 4:13).
Jesus disse: vós sois minhas testemunhas.
"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra."  (Atos 1 : 8). Jesus estava dizendo: “ Ei, vou enviar muitas cartas as nações e até aos confins do mundo...” quem selou a carta? Jesus, quem é o selo? O Espirito Santo.
No versículo 3 dessa carta, apostolo Paulo diz assim: Não escrita com tinta, mas com o Espirito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos, ou seja, corações de carne. E não é essa a promessa que Jeremias predisse em Jr 31:33?
Ele diz que não mais precisaríamos ensinar a ninguém, pois o Espirito Santo ensinaria a cada um, e mais, ele escreveria no nosso coração e na nossa mente quem era o Senhor. Aleluia.


                                                  Aliança do Espirito

Essa aliança seria segundo o Espirito, então, pressupomos que o Senhor Espirito não está de férias dentro de nós, Ele está trabalhando (Isaias 64:4), ou seja, edificando um tabernáculo pra Jesus reinar.
Efésios 2:21;22
21  No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.
22  No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.

1 Pedro 2:5
"Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo."  (I Pedro 2 : 5).
Deus está fazendo grande obra. E eu e você somos participantes dessa obra.
Essa obra que somos participantes em Cristo é mérito Dele. Quem morreu por nós foi Ele, quem está completando a obra é o Espirito Santo. A nossa participação é desfrutar dessa obra gloriosa. Ele tem nos capacitado através do Espirito pra sermos ministros de uma nova aliança, não de letra, mas do Espirito, por que a letra mata, mas o Espirito nos dá vida. Que maravilhoso.!
Vamos observar esse verso 1Cor 3:7.( versão King Jemes)
Com letras sobre pedras foi gravado o ministério que trouxe a morte; no entanto, esse ministério veio com tamanha glória que os filhos de Israel não conseguiram sequer fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do seu rosto, mesmo que esse brilho estivesse se desvanecendo. Não será o ministério do Espirito muito mais glorioso?
Ora, se o ministério que trouxe a condenação era glorioso, quanto mais ainda será o ministério que produz a justificação.
Que Ministério que trouxe a condenação é esse? A lei. Porque até hoje eles não cumpriram a lei. até hoje ouço pregadores dizerem que o véu da face de Moises era por causa da Santidade que havia nele, e era isso que os Judeus conservadores pensavam e pensam, idolatravam um homem comum de carne e osso, que lutava dia após dia para vencer seus traumas e medos.
A palavra diz nesse texto acima que, quando ia se desvanecendo a Gloria de Deus do seu rosto, ele colocava o véu.(2 cor3:13-18)). ele colocava o véu pra disfarçar sua fraqueza, pois era um ser humano segundo as paixões como qualquer um. Mas o texto também diz que agora com o ministério do Espirito escrito em letras sobre pedras. (1Pe 2:5). Pedras que vivem, ou seja, nós. A letra mata, mas o espirito vivifica. O não cumprimento da lei matará o homem, mas o Espirito vivificará os nossos corpos mortais.( Romanos 8:11), ou seja, o ministério do Espirito nos vivifica, nos traz a vida de Deus. Por isso temos que buscar a presença dele como um tesouro. Jesus a todo momento falou em parábolas a respeito do ministério do Espirito.
Parábolas de Jesus:
Mateus 13:44.
O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.
A palavra diz de um mistério que estava oculto, e esta parábola conta de um tesouro oculto. Acredito eu que esse tesouro oculto seja o ministério do Espirito que Paulo cita em 2 coríntios 3. Pois o homem que encontra o tesouro oculto, vende tudo o que tem e compra aquele campo. Não é parecido com a parábola do jovem rico? “Vai vende tudo o que tens e segue-me”. Quando temos o ministério do Espirito não somos apegados a coisas daqui desta Terra.
Colossenses diz: “O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações, agora, todavia, se manifestou aos seus santos...entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a Esperança da Gloria.” ( Colossenses 1:26;27). (Efésios 3:9). Esse mistério foi revelado através do Espirito Santo quando foi derramado sobre os Cristãos e com a fundação do corpo de Cristo a Igreja. ( Efésios3:10)/( Colossenses 1:17)/ (Efésios 1:3;4).
Mateus 13:45.
O reino dos céus é também semelhante a um homem que negocia e procura boas perolas; e, tendo achado uma perola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra.
Quando nós encontramos esse tesouro que é a Salvação, não se perde tempo com coisas fúteis, queremos propagar, ou seja, anunciar e salvar a outros também. Esta é a obra do ministério do Espirito. Sermos cristãos autênticos, sem mascaras, ou seja, sem cera. Antigamente este termo sincero vinha do termo sem ceras, ou seja, sincero.
Lucas 15:8.
Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E tendo-a achado, reúne suas amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.
Eu vos afirmo que, de igual modo, há jubilo dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.
Quem tem o ministério do Espirito, ou seja, deixou Jesus construir uma morada para o Espirito Santo, não fica pra sempre perdido, pois quando se encontrar perdido, Jesus acenderá a candeia que é o Espirito que está dentro de nós, e o trará de volta ao aconchego do Espirito. Amem!


Esse ministério do Espirito veio com tanta gloria que os escolhidos, ou seja, Israel não conseguiram compreender. Por causa da sua gloriosidade, por isso Moises não retirava o seu véu.
 Porque eles não conseguiam fitar os olhos em Moises? por causa do resplendor do seu rosto. Aí, a Palavra diz: quanto mais glorioso será o ministério do Espirito.
E Paulo continua...
Ora se o ministério que trouxe condenação era glorioso, quanto mais ainda será o ministério que produz a Justificação. Alguns irmãos entenderam isso, à exemplo, Martin Lutero.
Aleluia! por que se entendermos esse mistério aqui revelado, seremos cartas lidas por onde quer que passarmos.
Comece a dar testemunho verdadeiro do Senhor, seja sua carta lida, Ele já te selou e aprendemos nesse episódio o quão precioso é o ministério do Espirito Santo.
Quando ele fala de ministério, ele está enfatizando obra, trabalho.
Deus tem uma obra pra cada um, ou seja, nos inserir, nesse ministério do Espirito.
                                         

                                      
                                               Aliança no deserto
Ele diz: não como a aliança que fiz com os pais no deserto, quando os tomei pela mão para tira-los do Egito. Esse termo tirar pelas mãos, nos reporta a tirar com força, rapidez...
Vamos nos transportar um pouco para o Egito da época de Moises.
Quando Deus se apresentou a Moises, ele disse que era o Deus de seus Pais. ( Deus prometeu a Abraão que livraria seu povo da escravidão, onde ficariam por 400 anos. Anrão conhecia o Deus de Abraão, Isaac e Jacó e clamava por uma libertação).
Quando Deus fez aliança com Abraão no deserto Deus falou que sua descendência iria ser peregrina na terra do Egito. Então entendo eu, que quando Deus diz que ouviu a voz do seu povo, ele estava considerando principalmente a geração antiga. Por isso, ele cita em Jeremias 33:31. Não como a aliança que fiz com seus pais no deserto, quando os tomei pela mão para tira-los do deserto. O povo quando chegou ao Egito era de um jeito, quando saiu era outro. Os corações estavam corrompidos. Por isso no ministério do Espirito ninguém precisará ensinar a seu companheiro, pois dirão, já conhecemos o Senhor. a lei estará gravada na mente e no coração, pois não terão mais um coração duro e sim de carne.

Quando falamos de ministério do Espirito, não podemos desconsiderar que ele está nesta obra de edificação desde o Principio.(João 1:1/Gen. 1:2).
O ministério do Espirito começa no Éden, Deus o Espirito já estava lá.
O Espirito trabalha em conjunto com a Graça de Deus, quem seria esta Graça, o próprio Senhor Jesus. Nossa esperança da Glória.
Quando Adão peca e desobedece ao Pai, ele reconheceu que estava nu. Quem fazia esta roupagem de gloria de forma que ele, Adão, não via a sua nudez.? O Espirito Santo que o vestia de Graça.
Assim também somos nós, quando pecamos a nossa roupa de gloria é retirada. (Rm 3:23)/Rm5:12). Quando pecamos perdemos nossa roupa de Gloria, foi exatamente o que aconteceu com o Adão no Éden.(Gen 3:8-10).
Quando a consciência do pecado chega ao nosso coração, vem o arrependimento.
Adão percebeu que estava nu, por causa da consciência. O homem no Jardim era inocente, pois, não tinha pecado, o fruto da arvore que Deus disse que não comessem, estava recheada de conhecimento, tanto do bem, como do mal.(Gen 2:9;16;17),( Gen 3:6-7),(Gen 8:11) Antes do conhecimento do bem e do mal ser manifestado no homem, ele vivia na dependência do Espirito Santo. Deus nutria este conhecimento divino. Até porque Deus estava começando a ensinar o homem em sua sabedoria.    
Quando o homem pega e se vê sem a glória de Deus, ele rapidamente providencia, algo para cobrir sua nudez.(Gen.3:7).
O interessante é que mesmo com essas roupas improvisadas, Deus não considerou como vestidos. Não interessa o jeito que vai dá para tratar seu pecado ou erro, se não for debaixo da graça, vai continuar nu, ou seja, despido.
 No capitulo 3:21 do livro do Genesis. Vemos a primeira vez que alguém morre por causa do erro de outro. Deus sacrifica um animal para vestir o homem.
O sangue foi derramado, em um lugar onde gerava vida. agora havia morte. um inocente morreu no lugar do homem. (Rm 5:12).
Vamos voltar ao ministério do Espirito, agora entende que Ele já estava lá na criação, e viu a necessidade de nos trabalhar para reconquistarmos o que perdemos, ou seja, a presença de Deus.
Agora toda vez que pecamos e caímos, nos afastamos do Pai. o Espirito da verdade que ficou conosco, nos convence do nosso pecado, para retornarmos para Ele. (Mt 14:26; 16:8;13). 

Boa Leitura
deixe seu comentário.

Graça e Paz.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Batalha Espiritual ( Nossa Luta não é contra Carne e Sangue...)


                       
                          Estudo sobre Batalha Espiritual
                  

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A realidade da intensidade da Guerra.
Estamos vivendo hoje, no final dos tempos, muitas lutas temos enfrentado, mas sabemos que sairemos vencedores através do Sangue de Jesus. Afinal o príncipe deste mundo encontra-se no seu apogeu, isto deve acontecer antes que ele seja destruído. Durante algum tempo satanás deverá dominar sobre a terra através do governo do anticristo. Este tempo esta próximo! Isto a séculos atrás disse o profeta Daniel em seus escritos (Dn 7:19-28/ Dn 8:23-25)
Embora tenhamos a promessa da vitória, Deus nunca disse que antes da vitória não existiria guerra!!! Antes de possuirmos a Terra..teremos que lutar! Naturalmente a Guerra é real.
Paulo escreve na carta aos Efésios: “ A nossa luta não é contra Sangue ou carne, mas contra principados,potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes” (Ef. 6:12).
“Luta” quer dizer confronto. Quer dizer Combate!
Nós devemos dar a devida importância a este assunto tanto quanto damos a outros assuntos na bíblia, este assunto merece a justa atenção, pois são inegáveis. Quer queiramos ou não, já aprendemos que cristão tem inimigos reais que querem o seu mal acima de qualquer coisa.
Interessante notar que a carta aos Efésios Paulo trata de diversos assuntos do dia a dia do cristão. Mas o último assunto ele menciona a batalha espiritual, e o apóstolo inicia com a expressão “quanto ao mais, irmãos,(...)”, ou seja, “além disso tudo”, Essa expressão demonstra a realidade do nosso dia a dia, a realidade do cristão.
“Nossa Luta” quer dizer que envolve a todos. Não apenas os “mais espirituais” ou “menos espirituais”. Paulo se dirige “Aos irmãos”, este assunto abrange toda Igreja.
Existem muitos que não acredita na Guerra Espiritual. Mas nós estaremos aqui para aprender o que a Biblia diz. Se o Apóstolo Paulo fala de uma guerra, é porque ela existe, ninguém fala do que não é real. Principalmente quando se trata da Palavra de Deus.
Ainda em Efésios 6 no verso 12, Paulo vai acrescentar detalhes da natureza desta batalha, mostrando onde ela ocorre. “Nas regiões Celestes”, mas o que são regiões celestes? Este termo está fazendo referencia ao mundo celestial, ao reino espiritual. Ele existe  de fato! Como compreender melhor como “funciona” o reino espiritual?   
Existem as “Leis da Natureza” que é regido por um mundo físico, humano, a Terra.
Existe a lei da gravidade, a combustão que também é uma lei física, transforma a massa em energia. As estações do ano que vem e vão, por causa da translação da Terra em torno do sol. E assim por diante.
No entanto....” Deus é Espírito” (Jo 4:24). Sabemos que no principio o Espírito de Deus pairava sobre as águas. (Gn 1:2). O Espírito que paira sobre as águas não está sob ação de nenhuma lei conhecida no mundo terrestre. Ao longo da Biblia há evidencias claras do Reino Espiritual. Diz que o “além e o Abismo” estão descobertos aos olhos de Deus (Pv 15:11). No livro de Jó Deus lhe pergunta sobre o mundo do além, sobre “as portas da morte”, “as portas da região tenebrosa” (Jó 38:17-19).
Em apocalipse menciona sobre gafanhotos que sairão do abismo sob a liderança de Abadom (Ap 9:2-3,11).  
O próprio Jesus diz que “vai para junto do Pai” mas os discípulos e nós hoje ainda permanecemos no mundo; embora não sejamos “cidadãos deste Mundo”, como Paulo acrescenta que somos cidadãos dos céus. Jesus também fala da casa do Pai (Jo 16:15,17),(Jo 17:14), (Jo 14:2).
As leis que regem o mundo espiritual são muito diferentes das que rege o mundo físico. É difícil explicar pelas vias naturais como foi a ressurreição de Lázaro, como se Multiplicou os pães, ou como se deu a travessia do Mar Vermelho! Em outras palavras vemos que existe outra “dimensão”, regida por leis, invisíveis aos nossos olhos, mas que é real e habitada por seres espirituais, tanto bons(Céus, Casa do Pai), quanto maus (além e abismo).
Conclui-se que: A Batalha Espiritual é uma realidade que nos envolve a todos, tem origem nesta dimensão Espiritual e é regida por outras leis e habitada por seres, mas que reflete no mundo físico e nos envolve enquanto seres humanos. Não podemos esquecer o exemplo de Jó. Ele estava enfrentando uma Batalha Espiritual, embora não soubesse. O diabo pediu permissão a Deus para atacar sua vida. Começou no Reino Espiritual, mas as consequências foram físicas.
Vamos observar em efésios 6:12, já que estamos falando de Reino Espiritual e seres Espirituais.
A luta não é contra “sangue e carne”, isto é, seres humanos. Mas contra quem lutamos então?
Versículo 11--- o diabo.
Versículo 12--- principados, potestades, dominadores, forças espirituais da maldade.  
1)    O diabo
General do exercito inimigo. Seu caráter é o pior possível, sua crueldade não tem parâmetros. Observe alguns de seus adjetivos: “pai da mentira”, “destruidor”,  “ladrão”, “homicida”, “o que procura devorar como leão”, “o que vem pecando desde o principio”. E etc,etc.
No versículo 11 Paulo fala das suas “astutas ciladas”, ou seja, toda sorte de armadilhas. E não sejamos simplistas em achar que as ciladas do diabo consistem em cavar um buraquinho e cobrir com folhas. Se dependesse dele nenhum buraco seria tão fundo quanto ele gostaria.
Sabemos a dimensão do Poder do nosso Deus, sabemos que todo poder foi dado a Jesus, mas não desprezar a hipótese de que nosso adversário tem poder e é inteligente, mas do que qualquer ser humano. Deus quando criou Lúcifer, deu poder e inteligência.
Se Jesus, e Paulo, e João falaram tanto acerca do diabo, sua atuação e, principalmente, a atuação no final dos tempos (que é agora!)...é porque queriam chamara nossa atenção para isso. Se possível fosse, até os eleitos seriam enganados.(Mt 24:4-5, 9-11,15-26)/(II Ts 2:3-12)/(I Jo 2:18-23)/(Ap 13:1).

2)      Exercito Inimigo                                                                                                      
        O inimigo não trabalha sozinho porque não é onipresente, onipotente e onisciente como Deus. Neste texto Paul discrimina os principais níveis da rede hierárquica demoníaca.

·         Principado: quer dizer “ Aquele que tem dignidade de Principe”, Autoridade Imperial. Também é um termo utilizado para fazer referencia ao Território sob o domínio de um Principe. São demônios ligados ao governo e domínio de regiões inteiras do Globo Terrestre, mais especificamente Norte,Sul, Leste, Oeste (aspecto não ligado ao texto, mas a outras referencias). São em numero não elevado e muito poderosos; os mais poderosos abaixo do próprio diabo.
·        Potestade: termo também associado a Poder, Potencia, Força, Refere-se entidades que são príncipes de Nações ( e não mais regiões extensas do Globo).
São em numero muito maior mas decrescem um pouco em poder e independência.

·         Dominadores e Hostes Espirituais: os primeiros comandam os últimos; militarmente falando, os dominadores seriam algo como tenentes ou sargentos. E o grande contingente do exercito são os soldados (hostes). Estes crescem absurdamente em numero e não são mais responsáveis por Nações. Não são mais demônios territoriais. No caso, os dominadores seriam governantes de cidades, bairros, regiões menores. As hostes malignas teriam atuação mais a nível individual.
Obs: Apenas no que diz respeito à Irmandade os Principados e Potestades teriam influencia direta e “Aliança” com Pessoas.
Porque o Ap. Paulo se dá o trabalho de esmiuçar esta rede hierárquica?
Basicamente para deixar bem claro que existem intensidades diferentes de ação demoníaca e, consequentemente, níveis diferentes de Batalha! A Igreja de Cristo no Brasil está mais acostumada aos demônios do baixo espiritismo, da Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Não são demônios de patente elevada. Todo mundo já ouviu falar em exus, pomba-gira, tranca-rua, etc...não é assim?
Mas dificilmente entramos em contato direto com demônios como Leviathan, Belzebú, por exemplo. A luta contra eles é muito diferente e requer outro tipo de preparo.
É tempo da Igreja preparar-se para confrontos mais elevados por que quem se deparar com a Irmandade, certamente também irá deparar-se com Principados e Potestades.
E o confronto com esta casta de demônios é algo que normalmente não compreendemos ainda. É uma Guerra de nuances especiais, e vai muito além das “corriqueiras”.
Portanto, esta Introdução tem por objetivo dar alerta: não menosprezemos o inimigo! Este é o pior jeito de começar qualquer confronto. Antes busquemos de Deus a postura correta, a visão verdadeira! Não fiquemos nem aquém...nem além...do necessário.
Existe uma boa maneira de começar. Vamos abordar os diversos aspectos da vida de um Guerreiro de Cristo? São vários aspectos importantes o primeiro.
Santidade: Não conseguiremos combater o diabo e seus demônios sem Santidade.
·         Santidade = Atributo divino que consiste na ausência, em Deus, da insignificância da imperfeição. Estado de perfeição a que são chamados todos os homens.

·         Santo = Bem-aventurados; eleito que vive conforme a Lei de Deus. Que cumpre com todo o escrúpulo, com a maior exatidão seus deveres religiosos e morais. Com caráter de Santidade. Individuo de vida exemplar e de conduta irrepreensível.

1)      Falemos primeiro da Santidade do Senhor

“Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo Poderoso, que era ,que é e que há de vir” (Ap. 4:8 ; Is. 6:3).

A Palavra também nos diz que “Não há Santo como o Senhor” (1 Sm 2:2). Ele é até nomeado como sendo “ O Santo” (Pv.9:10; Is.43:14-15; Ap 16:5).
Há inúmeros textos que fazem menção a Santidade do Senhor nos seus diversos aspectos (Ap.15:4; Ex. 15:11 ; Sl. 47:8 ; Ez. 36:20-23; Sl 99:3).

Ás vezes o Senhor pode destruir em nome da sua Santidade (Lv. 10:1-3; Ez.38:16,22-23).



                                            Outra arma infalível é a oração.
         
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  A Palavra diz pra nos colocarmos em constante oração(1 Tess 5:17), Jesus quando nos adverte a vigiar e orar ele sabia as Batalhas que o esperava.
            Quando identificamos a atuação do mal, temos que logo entrar em oração, pois com certeza nosso adversário irá nos contra atacar. E usará toda sua tática e arsenal contra nós. Satanás é o maior inimigo da oração, por que ele conhece o poder dessa arma.
Jesus orava e algo acontecia, não foi á toa que os discípulos pediu que ele os ensinasse a Orar.(Tg 5:13-16).
Quando Jesus foi levado pelo Espirito para ser tentado, ali começou a guerra e a Batalha pó minha vida e sua vida,(Lc 4).
Sabemos que o mundo jaz no maligno, e que este mundo pertence a ele, pois o ofereceu a Jesus se se dobrasse a ele, e oferece a cada um de nós todos os dias, por isso temos que está em constante oração para não cedermos ao nosso adversário.
A missão a nós (Igreja) incumbida é de devolver o mundo a seu legítimo dono, Deus. O diabo fará tudo para frustrar essa missão.
Alguns conceitos sobre guerra espiritual:
·         A Igreja e o mundo são inimigos mortais (1 Jo 2:15/ Jo 3:19/ Tg 4:4).
·         Aos olhos humanos, o mal tem sido vitorioso, mas a vitoria final é de Cristo.(1 Jo 5:4)/(Rm 16:20).
·         A mão de Deus, apesar de invisível, trabalha o tempo todo.(Jr 64:4/At 16:25-26)/ At 5:19)
·         A Oração move a mão invisívell de Deus.Ex 14:15-25).

Como parte do corpo de Cristo devemos nos unir e empunhar armas contra Satanás. Temos autoridade para enfrenta-lo usando os recursos dado por Deus. Em Efésios, Paulo nos recomenda a nos vestirmos de toda armadura de Deus, pra podermos ficar firmes contra as ciladas do diabo.(Ef 6:11).
Todo esse revestimento tem um objetivo, combater nosso adversário, não temos de nos prepararmos para guerra e depois ficar tirando ftinha pra mostrar como ficou legal nossa armadura nova. Não!! Temos que ter em mente o foco “As astúcias ciladas do diabo” que só não cairemos se estivermos em oração. (Ef 6:18-9) / Tg 4:7.

O irmão da Miss. Rachel Saint vou morto por uma tribo de Índios sanguinários, eram guerreiros. Mas tarde outros missionários fizeram amizade com esse grupo indígenas, o Amor do Senhor alcançou-os. Depois de um encontro entre a Missionaria e os índios, ela perguntou qual seria o versículo favorito deles. Eles discutiram entre si por um instante, e, com um sorriso enorme, um deles respondeu:
- Demônio, eu ordeno que saia e nunca mais volte!
Eles parafrasearam Marcos 9:25. Aqueles guerreiros estavam certos: temos autoridade para ordenar a satanás e seus subordinados a caírem fora do cenário, para o Reino de Deus, resgatar mais um território ocupado pelo inimigo. Nunca esqueça. Compartilharmos o Amor de Deus com pessoas escravizadas por Satanás num Mundo debaixo de seu governo. É orando que os grilhões da escravidão se romperão.

                         A Estrutura Familiar como Arma de Guerra.
                
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  Os primeiros e talvez mais extensos campos de batalha serão travados dentro do contexto familiar. Por que?
A família constitui-se na base da Sociedade. Mas é também a base da Igreja, pelo simples fato de que esta ideia nasceu no coração de Deus.
                    Antes de Deus constituir o Povo de Israel e antes de constituir sua Igreja, Deus constituiu a Família (Gn 2:24).
Este foi o primeiro propósito de Deus para o homem e a Mulher. Marido, Esposa...e filhos.(Sl 172:3-5/Pv17:6)
Ainda que o compromisso com Deus deva ser o fundamento de todo homem, a família é o segundo compromisso mais importante. Nos textos de Mc 10:29-30 e Lc 14:25-26 Jesus cita a família como podendo ser “empecilho” ao compromisso com Ele.
Este exemplo não é à toa. Um compromisso muito importante(familiar) só poderia ser momentaneamente substituído por outro mais importante (com Ele).
Mas a verdade é que Deus se alegra com a Família e tem prazer de abençoa-la.
O nosso inimigo vai fazer de tudo pra destruir a família, pois ele sabe que é a nossa base de sustentação.
O discurso de Moisés termina com uma advertência: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Pois somos descendência de Abraão através de nossa herança em cristo. (Gl 3:7-9,14,29), Somos um povo abençoado desde  Genesis.
Notemos que o livro de efésios o apostolo Paulo trata a família, antes de aconselhar sobre guerra. (Ef  5:22-31/6:1-2). Satanás vai tentar usar a falha em nossa família como trunfo de guerra. Então mas edificar nossas famílias.
Se a relação marido e mulher for boa, os filhos perceberão e será facilmente doutrinados a vontade de Deus, mas se ao invés disso, o relacionamento marido e mulher for um campo de batalha, provavelmente os filhos serão desequilibrados, se tornarão presa fácil pra satanás atingir sua vida.

Desestrutura Familiar só trás consequências desagradáveis.
Vejamos alguns exemplos:
Gn 27:41 – Esaú passa a odiar Jacó, por causa desse episódio houve uma separação de vinte anos.
Gn 37- O partidarismo de Jacó desperta nos demais filhos ódio por José.
1 Re 11:1-6 – Salomão foi contaminado por suas muitas mulheres.
2Re 11:1-2 – Atalia matou os próprios netos, para tornar-se rainha.
2 Sm 13:28-29; 13:37-39/14:28,32-33/15:10-13- conspiração de Absalão pra usurpar o  trono de Davi se Pai.
Na guerra a família como arma, temos fortes munições:
A Obediência dos filhos (Ef 6:1)
A submissão da Mulher (Ef 5:22)
Zelo do Marido (Ef 1Tm 3:10-12).

Estudo adaptado.
Boa Leitura.



domingo, 30 de junho de 2019

A Graça Salvadora - Testemunho de Vida e Libertação




Salvo pela Graça e Misericórdia

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(Sugestão).
Ler juntamente com a Historia de Jonas e Lucas 15 (filho pródigo).
Quando somos marcados por Deus para algo específico, não adianta fugirmos, Ele irá atrás de nós, criará situações que te levem a buscá-lo, ou ao lugar onde Ele quer começar a sua Obra em nós.
se lance Nele, não espere que Ele o alcance sem está em sintonia com a vontade Dele....



Salvo Pela Incrível Graça - A História de John Newton
Bruce Scott
John Newton era pastor de uma igreja crescente em Olney, na Inglaterra, quando compôs a letra daquele que talvez seja o hino mais conhecido até hoje – Amazing Grace(i.e., “Incrível Graça”). Newton estava satisfeito naquele contexto de vida campestre. Ele tinha uma esposa carinhosa ao seu lado, desenvolvia um bom ministério pastoral e estava cercado de pessoas amáveis. Naquele momento, Newton desfrutava de uma ótima vida. Mas, 25 anos antes, sua vida estava em ruínas.
Newton nasceu em Londres no dia 24 de julho de 1725. Seu pai, um capitão de navio mercante, o amava, porém era um homem severo e reservado. Por outro lado, a mãe de John era uma mulher atenciosa e cuidadosa. Ela lhe ensinou as Escrituras – capítulos inteiros da Bíblia de uma vez – bem como hinos e poemas. Infelizmente, a mãe de John Newton morreu, duas semanas antes que ele completasse sete anos de idade, e, pouco tempo depois, seu pai casou-se novamente.
Quando o novo casal teve seu próprio filho, ambos deram mais atenção e carinho a este do que a John Newton, de modo que John deixou-se levar pela companhia influente de garotos pervertidos, aprendendo a andar nos sórdidos caminhos que eles trilhavam. Com a idade de 11 anos, ele fez a primeira das cinco viagens marítimas na companhia de seu pai, durante a qual rapidamente aprendeu a xingar e amaldiçoar com os melhores marujos.
Entretanto, durante os cinco anos que se seguiram, John se viu forçado a refletir seriamente sobre a condição de sua alma. Certa feita faltou pouco para que John Newton embarcasse num navio de guerra que levava a bordo um amigo dele. Mais tarde, todavia, ele soube que aquele navio naufragara e que seu amigo, junto com vários outros tripulantes, tinha morrido afogado.
John Newton
Também foi nessa época que Newton teve um sonho perturbador no qual ele jogava fora um anel que representava toda a misericórdia que Deus lhe reservara. Essas experiências pesaram de forma tremendamente condenatória na consciência de Newton e, por algum tempo, impeliram-no a tratar as questões espirituais com mais seriedade. Contudo, passados alguns dias, ele logo se esquecia daquilo que o levara à sobriedade e continuava sua queda vertiginosa na espiral da perversidade. Newton afirmou: “Eu geralmente considerava a religião como um meio necessário para se escapar do inferno; mas eu amava o pecado e não estava disposto a abandoná-lo”.[1]
Aos 19 anos de idade, Newton foi obrigado a se alistar como aspirante da Marinha para servir no navio HMS Harwich. Passado algum tempo, ele desertou, foi capturado, encarcerado, açoitado a bordo do navio, fustigado com chicote de nove tiras, e rebaixado. Então Newton entrou em terrível depressão e desespero, que o levaram, por vezes, a querer se lançar ao mar e a planejar maneiras de assassinar o capitão que o humilhara. Entretanto, não demorou muito para que a situação dele mudasse, quando o capitão de seu navio fez uma permuta entre ele e marinheiros de um navio que estava preste a zarpar para a África Ocidental à procura de escravos.
A Época no Tráfico de Escravos
Em meados de 1700, o tráfico de escravos era um negócio lucrativo. Mais de 100 mil escravos foram trazidos para o Novo Mundo em navios ingleses.[2] William E. Phipps escreveu: “No século XVIII, a média de mortalidade dos escravos durante o trajeto [da África para algum porto no Caribe ou nos Estados Unidos, onde eram vendidos] em navios ingleses era de aproximadamente quinze por cento”.[3] Cerca de 15 mil escravos africanos morreram a bordo de navios ingleses nessa época.
Em seu novo ambiente, Newton não fez absolutamente nada para ser benquisto pelos oficiais do navio. Ele compôs uma cantiga de escárnio para ridicularizar o capitão do navio e a ensinou para a tripulação inteira. Após capturar uma lucrativa quantidade de escravos, Newton ganhou a permissão de ficar na África, ao longo da costa da Guiné, onde trabalhava para um traficante de escravos inglês que vivia com uma amante africana. Essa mulher não gostava de Newton. Quando Newton contraiu malária, ela o tratou cruelmente, com insultos e subnutrição para que morresse de fome.
Tempos depois, Newton foi injustamente acusado de roubar o traficante inglês. Ele ficou acorrentado com cadeias no convés do navio daquele homem e foi mantido com pouca comida, água e roupa. Na verdade, ele se tornou escravo daquele homem e, por ironia do destino, recebeu o mesmo tratamento com o qual eram tratadas as pessoas que tinham sido escravizadas com a ajuda dele.
Esse tormento durou um ano, até que Newton convencesse seu dono a cedê-lo para um outro traficante de escravos. Seu novo senhor tratou-o com bondade e o colocou na supervisão das “feitorias” (prisões para escravos localizadas nos portos).
Apesar dos olhos vigilantes de seu antigo senhor traficante de escravos, Newton conseguiu enviar algumas cartas para seu pai, nas quais pedia socorro. Certo dia, um navio mercante denominado Greyhound [i.e., “cão pernalta e veloz”] chegou onde Newton estava. Ele fora enviado àquele lugar por ordem do pai de John Newton. A princípio, Newton hesitou em deixar seu negócio que a essa altura já era lucrativo, mas, por fim, concordou em voltar à Inglaterra. Newton foi mantido cativo na África por 15 meses ao todo.
A bordo do Greyhound em sua viagem de volta, Newton demonstrou ser o homem mais profano e devasso do navio. Certa noite, ele estava tão bêbado, que quando seu chapéu caiu no mar pela força do vento, se outro marujo não o agarrasse pela roupa, ele teria se lançado nas águas em busca do chapéu.
Mais tarde naquela viagem, Newton folheou um dos poucos livros que havia a bordo –Imitation of Christ [i.e., “Imitação de Cristo”]. Newton começou a ler esse livro como um mero passatempo, mas, depois, passou a se perguntar o que lhe aconteceria se aquilo que nele estava escrito fosse verdade. Ele ficou com medo e fechou o livro.
Atingido Pela Tempestade
Naquela noite de 21 de março de 1748, uma violenta tempestade se abateu sobre o navio, que por pouco não afundou. Homens, animais e provisões foram arrastados pela força das águas e caíram no mar. Newton orou a Deus pela primeira vez depois de anos. Ele temia estar à beira da morte e, se a fé cristã fosse verdadeira, estava certo de que não seria perdoado. John refletiu em tudo o que fizera naqueles últimos anos, inclusive a atitude de zombar dos fatos históricos do Evangelho, e ficou abalado.
Em meados de 1700, o tráfico de escravos era um negócio lucrativo. Mais de 100 mil escravos foram trazidos para o Novo Mundo em navios ingleses.
Passados quatro dias, a tempestade diminuiu. Pela providência de Deus, a cera de abelha, que se encontrava no porão de carga, ajudou que o navio continuasse a flutuar. Newton atribuiu a Deus aquele livramento que tiveram. Ele começou a ler o Novo Testamento com mais interesse. Quando chegou à passagem de Lucas 15, John percebeu os impressionantes paralelos entre a sua vida e a vida do filho pródigo.
O navio ficou à deriva por um mês. Os suprimentos se esgotaram. O capitão culpou a blasfêmia de Newton como a causa dos problemas que enfrentavam e cogitou a hipótese de jogá-lo ao mar, à semelhança de Jonas. O navio avariado finalmente conseguiu seguir seu rumo para a Irlanda do Norte, a tempo de não ser apanhado por um vendaval que começava a ocorrer. Newton reconheceu que Deus respondera sua oração.
Ao chegarem em terra firme, Newton tomou a decisão de não mais xingar e blasfemar. Ele chegou a voltar para a igreja. Entretanto, ainda não era um crente em Jesus. Mais tarde ele declarou: “Penso que aquele foi o início de meu retorno para Deus, ou antes, o retorno dEle para mim; contudo, só considero que vim a ser crente em Cristo (no sentido pleno da palavra crente) muito tempo depois daquele momento”.[4]
Regenerado Pela Fé
Em 1749 Newton zarpou como primeiro piloto de um navio negreiro. A essa altura, ele já tinha se esquecido do compromisso que assumira e recaiu nas antigas práticas pecaminosas. Enquanto buscava escravos ao longo da costa ocidental da África, John Newton foi novamente acometido de malária, situação que o levou a refletir mais uma vez sobre a sua vida. Diante das misericórdias de Deus para com sua vida, ele estava absolutamente convicto da culpa pelos erros que recentemente cometera. Meio delirante e enfraquecido, Newton se levantou da cama e caminhou com dificuldade até um lugar afastado da ilha. Naquele local, percebendo a futilidade de tomar decisões autoconfiantes, “ele se entregou ao Senhor”, escreve Richard Cecil, “para que Deus fizesse com ele aquilo que fosse do Seu agrado. Ao que parece, nada de novo acontecia em sua mente, exceto o fato de que ele estava apto para confiar e crer num Salvador crucificado”.[5] A incrível graça de Deus preciosamente se manifestou no exato momento em que John Newton creu pela primeira vez.
Daquele momento em diante, a vida de Newton mudou gradativamente. No começo, como acontece com a maioria dos crentes, ele não percebia todas as áreas de sua vida que precisavam ser transformadas pela graça de Deus.
Por exemplo, por cinco anos, ele enfrentou lutas quanto à certeza de sua salvação. Todavia, através do encorajamento dado por outro capitão de navio, que também era crente em Cristo, as dúvidas foram vencidas, conforme Newton declarou: “Eu comecei a entender [...] e a ter esperança de ser preservado e salvo, não por meu próprio poder e santidade, mas pelo imenso poder e promessa de Deus, através da fé num Salvador imutável”.[6]
A mudança mais evidente na vida de Newton se deu na área do tráfico de escravos. Um ano antes de crer em Jesus Cristo, John Newton se tornou capitão de um navio negreiro. Nos quatro anos seguintes à sua salvação, Newton realizou três viagens com o intuito de buscar escravos na África e levá-los para serem vendidos no Caribe. Durante essas viagens, Newton liderou sua tripulação em cultos de adoração e em momentos de oração. Contudo, ele também foi forçado a sufocar rebeliões de escravos, chegando a ponto de utilizar instrumentos de tortura para apertar polegares a fim de arrancar confissões.
Mais tarde, Newton se conscientizou de que o tráfico de escravos e sua participação nele eram algo moralmente ultrajante e repulsivo. Ele afirmou: “a força do hábito, o exemplo e o interesse [comercial] cegaram meus olhos”.[7]
A partir do momento em que o Espírito Santo convenceu John Newton dos males e pecados envolvidos no tráfico de escravos, ele passou a trabalhar incansavelmente para extingui-lo num esforço de décadas. Ele foi orientador e conselheiro de um crente em Cristo mais novo do que ele, chamado William Wilberforce, o qual atuou no Parlamento Britânico. Wilberforce se tornou o mais notável e eficaz abolicionista da história da Inglaterra. Alguns meses antes da morte de Newton, ocorrida em 21 de dezembro de 1807, o Parlamento Britânico aprovou o Decreto da Abolição do Tráfico de Escravos, o que muito alegrou Newton.
A Ternura da Graça
Antes de experimentar a graça salvadora de Deus, John Newton não tinha o menor receio de xingar e proferir palavrões quando relampejava, de blasfemar contra o Deus do céu, de zombar da Bíblia, de ridicularizar a consagração a Deus, de se envolver em atos depravados, nem o mínimo escrúpulo de comprar e vender seres humanos como se fossem objetos ou mercadorias.
Entretanto, John Newton mudou completamente após a sua conversão. Mais tarde, ele se tornou pastor e exerceu o ministério pastoral por 23 anos, sempre salientando em seus sermões o tema da graça de Deus. Ele compôs e publicou centenas de hinos, inclusive o hino intitulado How Sweet the Name of Jesus Sounds [que traduzido quer dizer: “Quão doce soa o nome de Jesus”] (um nítido contraste com a época blasfema de sua vida pregressa), bem como demonstrou incessante hospitalidade em sua casa.
Ele manteve comunhão com alguns dos mais notáveis nomes do avivamento evangélico na Inglaterra, tais como George Whitefield e John Wesley; ensinou e encorajou pessoas influentes como o grande missionário William Carey, o poeta William Cowper, e o abolicionista William Wilberforce; além disso, tornou-se um dos maiores defensores do fim da escravidão na Grã-Bretanha.
Como explicar tamanha transformação na vida de um homem? Semanas antes de sua morte, já velho e debilitado, Newton explicou: “Minha memória praticamente se foi; mas ainda consigo me lembrar de duas coisas: que eu sou um tremendo pecador e que Cristo é um tremendo Salvador”.[8] (Bruce Scott - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
Notas:
  1. Richard Cecil, The Works of the Rev. John Newton, 3ª ed., vol. 1, 1824; reimpressão, Carlisle, PA: The Banner of Truth Trust, 1985, 1:4.
  2. William E. Phipps, Amazing Grace in John Newton: Slave-Ship Captain, Hymnwriter, and Abolitionist, Macon, GA: Mercer University Press, 2001, p. 63.
  3. Ibid., p. 60.
  4. Cecil, p. 33.
  5. Ibid., p. 37.
  6. Phipps, p. 66.
  7. Ibid., p. 202.
  8. Ibid., p. 238.
"Todas as coisas, coopera para o bem daquela que Ama a Deus..."

Boa leitura .
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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Deus da restituição




Deus de Restituição.

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Deus é um Deus de restituição, principalmente com quem tem compromisso com ele.(1 Sm 2:30b)
Esta mulher serviu ao homem de Deus, e vemos que serviu de coração e não pretendendo ganhar no futuro. A palavra diz que ela era rica. E quando o homem de Deus pergunta se ela quer alguma coisa, ela rejeita, pois não precisava, ela queria a apenas fazer o bem ao servo de Deus. Quando fazemos algo bom pra qualquer um servo de Deus,  ou qualquer pessoa ajuntamos tesouro no céu, ou seja, ficamos com credito com Deus.

 Quando eles pedem pra falar ao rei por ela, ela rejeita. ( 2Re 4:13).

13  Porque ele tinha falado a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao capitão do exército? E disse ela: Eu habito no meio do meu povo

A importância de ouvir a palavra de um profeta. (no caso Eliseu).

 1 E FALOU Eliseu àquela mulher cujo filho ele ressuscitara, dizendo: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e peregrina onde puderes peregrinar; porque o SENHOR chamou a fome, a qual também virá à terra por sete anos.

2  E levantou-se a mulher, e fez conforme a palavra do homem de Deus; porque foi ela com a sua família, e peregrinou na terra dos filisteus sete anos.
3  E sucedeu que, ao fim dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus, e saiu a clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras.
4  Ora o rei falava a Geazi, servo do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito.



No capitulo 8 de 2 reis, o profeta dá uma orientação a essa mulher, o que fez o profeta avisar a essa mulher da fome que iria vir sobre aquela terra? 

A bondade no servir, a generosidade dela, fez com que o profeta avisasse dessa calamidade que haveria naquela terra. quando servimos a Deus com generosidade, e não por barganha, ele nos retribui.

Um dia ela o serviu sem pretensão, apenas por generosidade. e agora ele estava servindo a ela, ou seja, a lei do retorno. ( a famosa colheita). quando fazemos aos homens, temos que ter em mente que fazemos pra Deus, não para ser visto pelos homens, mas para que o Pai seja glorificado.


Quando servirmos a Deus e as pessoas, o próprio Deus se encarrega de trazer seu nome a lembrança. vejamos o capitulo 8: 4.

 Exatamente quando Geazi começa a contar o que Elizeu fizera ao filho daquela mulher, foi o momento que ela chegou diante do rei.

5  E sucedeu que, contando ele ao rei como ressuscitara a um morto, eis que a mulher cujo filho ressuscitara clamou ao rei pela sua casa e pelas suas terras. Então disse Geazi: Ó rei meu senhor, esta é a mulher, e este o seu filho a quem Eliseu ressuscitou. 

Não precisará voce gritar aos 4 ventos. Deus se encarrega de te promover, ou seja, trazer a memoria o seu nome.



1  NAQUELA mesma noite fugiu o sono do rei; então mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei.
2  E achou-se escrito que Mardoqueu tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos camareiros do rei, da guarda da porta, que tinham procurado lançar mão do rei Assuero.
3  Então disse o rei: Que honra e distinção se deu por isso a Mardoqueu? ..os servos do rei, que ministravam junto a ele, disseram: Coisa nenhuma se lhe fez...


E o Tragam a veste real que o rei costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça.
9  E entregue-se a veste e o cavalo à mão de um dos príncipes mais nobres do rei, e vistam delas aquele homem a quem o rei deseja honrar; e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar!
s servos do rei, que ministravam junto a ele, disseram: Coisa nenhuma se lhe fez...

Deus dará honras aquele que sem pretensões fizer a obra dele e servir ao Corpo de Cristo co primazia. 


Então, eu posso entender que no momento que eu chegar diante do Rei (Deus) pra solicitar algo, já vai ter reconhecimento dos meus feitos. porque nada ficará oculto aos olhos do Senhor.(Malaquias 3:16;18)

 16  Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram freqüentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome.
17  E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve.

18  Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.

observe as palavras do profeta Malaquias. vale ou não apena voce servir ao Deus todo poderoso, Deus Jeová jerê


Sempre que fazemos pra Deus, mesmo que você faça para o homem, se é benção estará servindo a Deus.


Aquela Mulher foi restituída de tudo que havia perdido. E hoje Deus quer restituir tudo o que voce perdeu na sua vida. Faça uma aliança de servir a Deus de todo coração e Alma.

Boa leitura

Pra. Ione G S Ramos
Min. Reobote.